É fácil achar que perda em hortifruti é inevitável — "produto perecível estraga mesmo". Uma parte é mesmo inevitável, mas boa parte da perda que aparece no fechamento do mês vem de decisões operacionais que cabem inteiramente à gestão, não ao produto em si.
1. Comprar em quantidade calibrada pelo giro real
Comprar baseado no que realmente vendeu nas últimas semanas — não em quantidade fixa por hábito — é o ajuste com maior impacto direto na redução de sobra.
2. Priorizar exposição pra quem está mais perto da validade
Colocar em destaque o que precisa vender primeiro (em vez de deixar por acaso) aumenta a chance de esse item ser escolhido antes de virar perda.
3. Promoção rápida antes do ponto de não retorno
Vender com desconto um produto que ainda está bom, mas perto do limite, sempre gera mais receita do que descartar. A diferença é agir alguns dias antes, não depois.
4. Escolher fornecedor pela consistência, não só pelo preço
Um fornecedor mais barato mas com validade mais curta na chegada pode custar mais caro no fim das contas, em perda. Ter esse histórico registrado ajuda a decidir com informação completa.
5. Acompanhar margem por categoria, não só faturamento total
Saber quais categorias realmente sustentam a lucratividade (e quais vendem bem mas deixam pouca margem) direciona melhor onde investir espaço e capital de giro.
O que esses 5 pontos têm em comum
Nenhum depende de "ter mais sorte" com o produto — dependem de visibilidade sobre o que está acontecendo com o estoque antes que vire perda irreversível.
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