Toda profissional de micropigmentação ou estética que faz procedimento invasivo precisa de uma ficha de saúde bem feita. O problema é que, no papel, ela se perde, fica ilegível, é difícil de achar quando a cliente volta e, em caso de dúvida, vira um risco para o estúdio.
1. A anamnese precisa ser consultável
De nada adianta a ficha existir se você não encontra a da cliente em segundos. Guardar por cliente, com data, e poder ver o histórico dela na hora do atendimento muda a segurança do procedimento.
2. Condições com graus de risco
Nem toda resposta "sim" pesa igual. Uma condição pode apenas ficar registrada, outra exigir autorização médica e outra impedir o procedimento. O ideal é que o sistema avise isso sozinho, no momento do preenchimento, para ninguém precisar lembrar de cabeça.
3. Termo de consentimento com versão
O texto do termo muda com o tempo. Guardar qual versão a cliente assinou protege você caso a regra tenha mudado depois. A assinatura no celular ou no iPad, com recusa de assinatura em branco, dispensa a impressão.
4. Fotos só de quem autorizou
O termo deve registrar se a cliente autoriza guardar fotos e usar a imagem, e em que grau (marcar o nome nas redes, mostrar o rosto, só a área tratada). Foto de cliente que não autorizou não deve nem ser guardada.
5. Ficha de saúde é dado sensível
Pela LGPD, informação de saúde exige cuidado extra: acesso só de quem precisa, guarda segura e finalidade clara. Cadastro de cliente com ficha não deve ser apagado, e sim inativado, para preservar o histórico.
6. O que o seu advogado precisa revisar
Texto do termo, prazo de guarda das fichas e a política de privacidade do seu estúdio. Tenha isso por escrito antes de começar a usar de verdade.
Este texto é informativo e não substitui orientação jurídica ou sanitária. Para o seu caso, converse com o seu advogado e com a vigilância sanitária do seu município.
O SoluSeven tem um nicho próprio para Beleza e Estética. Conheça os planos e peça uma demonstração.
Como você resolve isso hoje no seu estúdio? Conte nos comentários.
Comentários
Nenhum comentário aprovado ainda.